Dinheiro motiva! Especialmente quando seu colega ganha menos!

Pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, publicaram um trabalho retratando como o homem “sente” com relação a remuneração (recompensa).

Homens em pares, foram colocados a realizar tarefas para as quais eles receberiam uma recompensa.

Fazendo o monitoramento do cérebro, destes indivíduos, através de ressonância magnética, constou-se o que eles convencionaram chamar de “ponto da recompensa”.

Os homens (1 e 2) colocados em pares demonstraram quatro resultados:

Participantes

Resultado

Avaliação do Cérebro

Homem 1

Homem 2

Apenas Homem 1 responde certo (ninguém recebe recompensa financeira)

Apenas homem 1 tem o “ponto da recompensa” altamente estimulado no cérebro

Homem 1

Homem 2

Homem 1 e Homem 2 respondem certo (ninguém recebe recompensa financeira)

Ambos têm apenas estimulo moderado no “ponto da recompensa”

Homem 1

Homem 2

Homem 1 e Homem 2 respondem certo. Homem 1 recebe 120 euros pela resposta e homem 2 recebe 60 euros por sua resposta

Apenas homem 1 tem o “ponto da recompensa” altamente estimulado no cérebro

Homem 1

Homem 2

Homem 1 e Homem 2 respondem certo. Homem 1 recebe 30 euros pela resposta e homem 2 recebe 60 euros por sua resposta

Apenas homem 2 tem o “ponto da recompensa” altamente estimulado no cérebro

A teoria econômica normal é de que o único fator importante é o tamanho da recompensa.

Porém este estudo traz uma luz ao que já sentimos, no comportamento do “homem econômico”, o de que a comparação relativa pode ser mais importante do que o tamanho da recompensa.

Sem dúvida esta análise merece uma revisão nos departamentos de R.H. das empresas. Talvez mais importante do que fazer pesquisas salariais no mercado de trabalho (tamanho da recompensa) seja garantir que os melhores funcionários tenham os melhores salários em comparação aos seus pares, de função na empresa (recompensa relativa).


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