Como se originou a atual crise mundial

A atual crise econômica americana tem sua origem no acordo da Basiléia, do qual o Brasil também é signatário!

Hoje muito se fala em regulamentação para o sistema bancário, porém antes de criarmos regras seria muito bom entendermos as origens da atual crise. De forma resumida temos o seguinte:

- Acordo da Basiléia é firmado, com isto fica definido que os bancos não podem emprestar mais do que doze vezes seu capital e reservas, corroídos pela inflação, ano após ano;

- A partir deste ponto, os bancos ficam com a capacidade de empréstimos limitada e passam a investir em serviços (sendo derivativos o principal deles);

- Os derivativos são “off balance” – fora dos balanços bancários;

Somado a isto tivemos a crise das empresas de Internet (em 2001 – bolha das empresas “ponto com”). Para amenizar o efeito da quebradeira das empresas de Internet, os Estados Unidos passam a fomentar (mais) o mercado imobiliário.

Os bancos passam a trabalhar, mais, com derivativos ligados ao mercado imobiliário.

Quando a bolha estoura, temos um cenário de pânico. Pânico em economia é como fogo em palha seca (espalha-se rapidamente).

Com o pânico instalado, pois ninguém mais conseguia dizer quais instituições eram saudáveis e quais não eram (quem estavam com derivativos do mercado imobiliário), o crédito desaparece.

Nos Estados Unidos bancos passam por dificuldades e o Lehman Brothers vai a falência. Mais pânico. Nouriel Roubini (economista do segundo quadro) surge dizendo que 200 bancos irão a falência (mais pânico).

Enquanto isto, o Brasil toma rápidas medidas para minimizar o impacto da crise. O mercado automotivo, aparentemente o mais afetado (no final de 2008), reage frente a redução do I.P.I. As vendas para o mercado interno retomam os patamares pré crise.

O banco central passa a adotar posições de reduções para a taxa básica de furos (SELIC).

O Ibovespa volta a reagir, e já rompe os 54.000 pontos. O petróleo atinge U$ 67,90.

No Brasil, a crise chegou ao final. No resto do mundo (EU e Europa), parece estar longe do fim.

Obs: Estes texto tem como referencia idéias publicadas por Stephen Kanitz;


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