A Política Industrial*

Após o país ter se identificado como uma nação e apresentar as demais condições para definir sua estratégia nacional (Schmidt, 2010) é possível que uma das definições da estratégia nacional seja definir e implementar uma política industrial.

Entende-se por política industrial, segundo Suzigan & Furtado, uma parte da estratégia de desenvolvimento de um país, e seu amplo escopo implica a necessidade de compatibilizá-la com a política macroeconômica, estabelecer metas, articular instrumentos, normas e regulamentações aos objetivos estabelecidos, coordenar o avanço das infra-estruturas em sinergia com a estratégia industrial, e organizar o sistema de instituições públicas e entidades representativas do setor privado que irão interagir na execução de estratégia. O importante é que a política industrial não seja inviabilizada por políticas macroeconômicas muito restritivas ou muito instáveis, pois quanto mais perturbações houver no lado macroeconômico, mais a política industrial tenderá a ser orientada para problemas de curto prazo”.

A política industrial tem como principio básico mudar (criar) um novo arranjo produtivo para o país e tem como objetivo final assegurar o desenvolvimento econômico para a nação, o que resultará em melhora da renda per capita.

Os ganhos em se adotar uma política industrial ativa constituem em uma estratégia que permite alinhar (coordenar) todos os agentes, privados e públicos, para objetivos comuns, o que resultará em ganhos de eficiência e reduzirá os custos de transações. Além disto, é pouco provável que somente a iniciativa privada teria condições de alavancar e implementar uma política industrial. O estado tem participação ativa neste processo, no momento em que parte dele a necessidade de definir metas relevantes para a nação e também sanar as falhas de mercado, eliminando eventuais cartéis e monopólios.

Os pontos de atenção na adoção da política Industrial é que ela deve ser consenso de vários setores, além disso, a aproximação do estado e da iniciativa privada, através da política industrial, deverá ter como pano de fundo os gargalos de infra-estrutura física, educação básica e qualificação da mão de obra e custeio da pesquisa em ciência e tecnologia. A falta de uma coordenação eficiente, alinhada com o atendimento consistentes das metas, pode levar a política industrial para uma zona de descrédito nacional e por fim o abandono total de tal política.

Exemplos externos de políticas industriais bem sucedidas, são abundandates nas nações desenvolvidas, porém o que fica claro é que não existe um modelo único para desenvolver a política industrial, mais uma vez, o que vale é cada país encontrar seu próprio modelo, por fim a possibilidade de obtenção de resultados insatisfatórios através da política industrial, existe, todavia a não criação de uma política industrial é praticamente uma certeza de insucesso.

Referência Bibliográfica:

SCHMIDT, Reno (2010). O papel do estado no desenvolvimento econômico;

SUZIGAN, Wilson & FURTADO, João (2006). Política Industrial e desenvolvimento – Revista de economia política, vol. 26, n°2 (102), PP. 163-185 abril / junho / 2006.

*Texto elaborado em co-autoria com Rodrigo Santos;


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