A Arte de Prever o Futuro !

Você, assim como eu, gosta de tentar prever o futuro?

Espero que sim.

Talvez por gostar tanto de prever o futuro eu goste tanto de matemática (calma não pare de ler agora, não é um texto sobre matemática).

Mexer com matemática é, quase sempre, um exercício de tentar prever o futuro.

Quando lidamos com equações, simples ou complexas, estamos tentando imaginar onde as coisas estarão, como serão.

Assim nasceu a álgebra.

Para quem não lembra, vamos lá: Y = a.X + b (equação da reta).

Sabendo que “b” (ponto de origem) é, por exemplo, “2″ (dois) e sabendo que “a” (inclinação da reta) é, por exemplo, “1″, temos: Y = 1.X + 2, ou seja, Y = X + 2.

A partir desta simples equação podemos definir o valor de qualquer “Y” para qualquer valor de “X”.

Diversas coisas podem ser representadas através desta simples equação.Gráfico

Depois de definida a equação, para qualquer situação, podemos “brincar de prever o futuro.

Exemplo: e quanto “X” for “8″, bom teremos “Y” igual a “12″.

Em economia as coisas funcionam mais ou menos assim. Todo o economista fica procurando os padrões, as equações que possam explicar determinada situação. Em cima disto ele emite as previsões (pelo menos deveria ser assim – econometria).

O fato é que toda a vez que uma precisão é feita (exemplo: PIB brasileiro vai cair 2% / Ibovespa chegará a 80.000 pontos), deve-se considerar que estas previsões estão dentro de um cenário.

Isto é que nem sempre é considerado. O cenário é fundamental para a previsão.

Em momento de grande tensão, como no final do ano passado (último trimestre de 2008), muitas previsões foram feitas, dizendo que o PIB para 2009 iria cair e muito. Porém estas previsões levavam em consideração a premissa de que o PIB iria cair se nada fosse feito.

Porém não estamos aqui, apenas assistindo a um filme na TV. Todos tomamos ações para as coisas não continuarem como estavam.

O governo brasileiro tomou ações, a industria automobilística, aparentemente a principal afetada pela crise, mostrou recuperação exemplar em três meses.

E mais uma vez as previsões foram para o lixo.

A partir de agora, podemos ter em mente que não basta enxergarmos uma previsão, teremos sempre que buscar o cenário em que esta previsão esta inserida.

Isto vale desde o planejamento estratégico de um país / de uma empresa, até nosso planejamento pessoal.

É como disse Fernando: “Viver não é preciso, navegar é preciso.”


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